Desde o início, nunca houve chance.
Do sorriso tímido, à primeira frase, ao último grito... tudo foi exatamente como era pra ser. E nós sabíamos, desde o ínicio, ainda assim continuamos.
Um conto curto, forte, inevitável, cujas linhas já haviam sido escritas e das quais não conseguimos escapar. Era simplesmente demais para qualquer um... tem certas coisas que não podem ser ignoradas. E toda a bagagem; os pecados, passados ou não; as verdades que nunca foram ditas pois o silêncio é a única defesa e escape que conhecemos.
Não importa o que digam ou quanto se tente, duas coisas quebradas não compõe uma inteira.
Você se abriu, mas nunca de verdade me deixou entrar. E eu te acolhi, sabendo que esse não era o seu lugar... porque eu precisava, me deixei salvar e levar... mas nem todo o álcool do mundo pode mascarar o que sempre esteve escancarado, mais claro e real do que aquilo em que decidimos nos apegar. Você não presta, eu muito menos.
E de repente, tornaram-se mais desencontros do que encontros, mais brigas do que abraços, menos beijos e mais gritos. Lágrimas secas, invisíveis como as cicatrizes que já tínhamos e agora parecem se abrir novamente. Outro capítulo que se encerra, sem final, triste ou feliz, apenas com o vazio da partida... porque é fugindo o único modo que conhecemos de sobreviver.
Eu não vou e nem você irá me procurar. Deixe que o tempo se encarregue de fazer o que não conseguimos e enfim, feche não só as feridas mas também a história. Tão distante de ser perfeita ou estável, mas real. Cheia de altos, baixos, voltas e dúvidas como a vida em si.
Desde o início, nunca houve chance... mas de qualquer jeito, foi um prazer tentar com você. |